BULLYING:

PULSÕES SOCIAIS E OS LABIRINTOS DO EU

 

 

Em Abril de 2011, Wellington Menezes de Oliveira adentrou na Escola Municipal Tasso da Silveira, onde ele teve sua formação escolar básica.

Já no interior do estabelecimento de ensino, situado no Realengo, bairro da periferia do Rio de Janeiro, Wellington perpetrou um massacre com todas as cores da tragédia.

Armado, o ex-aluno feriu 24 crianças e matou outras doze. E esse número poderia ser ainda maior não fosse a intervenção de membro do corpo policial nas proximidades da escola.

Muito tem sido discutido a respeito dessa tragédia.

De modo incisivo, o sociólogo Richard Sennett advertiu que a lógica da sociedade moderna é a destruição dos instrumentos da cultura, de convívio social, induzindo a desagregação das relações inter-pessoais.

Coerentemente, os indivíduos passem a mirar-se como referência única de ser no mundo.

Assinala o mesmo Sennett, na sociedade contemporânea as pessoas se tornaram atores carentes de arte, de sintaxe social e de papéis ungidos por uma moldura de valores compartilhados.

Desse modo, passam a perseguir um sentido que para além delas mesmas, não é percebido por mais ninguém. Ora, nesse espelhamento de valores, é inevitável que o Eu de cada um se torne seu próprio fardo.

O resultado direto dessas variáveis foi, na genealogia da singularidade, o Massacre do Realengo, merecedor de todas as atenções da sociedade.

O tema, candente em si mesmo, instigou-me a escrever artigo Bullying: Pulsões Sociais e os Labirintos do Eu disponibilizado pela Cortez Editora em Junho de 2012.

É o que segue.

 

 

  
O teor integral do texto publicado pode ser acessado no link abaixo.
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